CONFISSÃO Quando passo ao de leve pela minha vida tudo ganha sentido. Mal paro, tropeço. Não posso parar. Bom é este fim de tarde doce e azul sem fundo que resplandece no ar. Tudo se torna suave e sei que sou parte inteira deste universo que, a esta hora, se mostra assim. Queres saber onde estou? Estou no lugar onde qualquer pessoa que foi amada se encontra. No mexer, no sussurrar, na entrega, no incansável prazer, na alma a dois. (Pedro Paixão)
Mostrar mensagens com a etiqueta as palavras dos outros. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta as palavras dos outros. Mostrar todas as mensagens
segunda-feira, 11 de abril de 2011
Bertolt Brecht
"As revoluções começam sempre nas ruas sem saída" http://oblogouavida.blogspot.com/ http://pt.wikipedia.org/wiki/Bertolt_Brecht
sábado, 26 de fevereiro de 2011
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
black swan
http://trailerdefilmes.com.br/wp-content/uploads/2010/12/trailer-cisne-negro.jpg
"Até que ponto a palavra superação pode ser administrada? E a partir de quando perdemos o controle e nosso único desejo é o de ser o número 1 no que quer que façamos? Não é de hoje que os tablóides e os programas televisivos mostram o que artistas e desportistas são capazes de fazer para se manter no lugar mais alto do pódio ou em evidência na carreira, sempre conquistando novos papéis de destaque. O problema é justamente quando todos os limites do ético e do saudável são ultrapassados em nome de uma suposta fama ou mérito. E é aqui que reside o grande dilema da jovem bailarina Nina Sayers (vivida de forma intensa pela atriz Natalie Portman) no drama Cisne Negro, dirigido pelo cineasta Darren Aronofsky.
Escolhida como protagonista para a próxima montagem do balé Lago dos Cisnes, a promissora bailarina, ainda novata e não totalmente conhecedora das armadilhas que envolvem a sua profissão (e o mundo da dança de uma forma geral), tropeça em suas próprias dúvidas, divergências, na falta de coragem para assumir certos posicionamentos diante de uma mudança tão radical em sua vida, sem contar as sucessivas exigências vindas de dois focos distintos: a primeira dentro de casa, pela mãe, Erica Sayers (Barbara Hershey), uma relação praticamente possessiva, e a segunda profissional, enredada pela sedução e a cobrança excessiva de seu diretor, Thomas Leroy (Vincent Cassell, em atuação brilhante). Com o aparecimento da misteriosa rival Lily (a belíssima Mila Kunis), seus questionamentos internos chegam a uma condição que beira à loucura total. E somente com muita força de vontade e determinação será capaz de combater tantos "adversários".
Aronofsky mistura estilos que em muito lembra o cinema psicológico de Brian de Palma (principalmente pela condição claustrofóbica em que se encontra a personagem principal) e o estilo narrativo de Roman Polanski (com lembranças que remetem a Repulsa ao sexo). E dessa mistura de sobrenaturalidade com drama existencial ele cria uma metáfora para pensarmos o papel do ser humano numa sociedade tão exigente e que cobra tanto das pessoas, dividindo-a em dois grupos desiguais: os melhores e o restante da população. Com uma câmera na mão que surpreende ao focalizar a dor, o desespero e o sacrifício que envolve uma das formas de arte mais genuínas e fantásticas da história da humanidade, o diretor realiza mais uma película audaz - o que vindo dele é praticamente clichê, vide produções fortes em seu currículo tais como Réquiem para um Sonho e o seu trabalho anterior, o visceral O Lutador -, compondo assim uma cinematografia de extremos, algo que parece agradá-lo profundamente.
Em poucas palavras, Cisne Negro é subversivo por mostrar o balé além do espetáculo, das luzes e dos aplausos de agradecimento vindos do público. É forte, indigesto em alguns momentos - o cineasta não tem medo de pesar a mão ao retratar certas psicoses e desejos da artista que desce às profundezas de sua própria alma rumo ao estrelato -, brilhante. E, provavelmente, acredito que é isso que está faltando no cinema atual: um pouco de ousadia. E não meros efeitos especiais, ousadias tecnológicas e elencos esbeltos que mais funcionam como belas paisagens, porém sem conteúdo algum. A grandeza do filme está justamente em se expor, algo que a cinematografia mundial contemporânea parece estar desaprendendo nos últimos anos (Deus queira que não!)."
Trailer do Filme:
http://www.youtube.com/watch?v=5jaI1XOB-bs
via
http://culturaexmachina.blogspot.com/
"Até que ponto a palavra superação pode ser administrada? E a partir de quando perdemos o controle e nosso único desejo é o de ser o número 1 no que quer que façamos? Não é de hoje que os tablóides e os programas televisivos mostram o que artistas e desportistas são capazes de fazer para se manter no lugar mais alto do pódio ou em evidência na carreira, sempre conquistando novos papéis de destaque. O problema é justamente quando todos os limites do ético e do saudável são ultrapassados em nome de uma suposta fama ou mérito. E é aqui que reside o grande dilema da jovem bailarina Nina Sayers (vivida de forma intensa pela atriz Natalie Portman) no drama Cisne Negro, dirigido pelo cineasta Darren Aronofsky.
Escolhida como protagonista para a próxima montagem do balé Lago dos Cisnes, a promissora bailarina, ainda novata e não totalmente conhecedora das armadilhas que envolvem a sua profissão (e o mundo da dança de uma forma geral), tropeça em suas próprias dúvidas, divergências, na falta de coragem para assumir certos posicionamentos diante de uma mudança tão radical em sua vida, sem contar as sucessivas exigências vindas de dois focos distintos: a primeira dentro de casa, pela mãe, Erica Sayers (Barbara Hershey), uma relação praticamente possessiva, e a segunda profissional, enredada pela sedução e a cobrança excessiva de seu diretor, Thomas Leroy (Vincent Cassell, em atuação brilhante). Com o aparecimento da misteriosa rival Lily (a belíssima Mila Kunis), seus questionamentos internos chegam a uma condição que beira à loucura total. E somente com muita força de vontade e determinação será capaz de combater tantos "adversários".
Aronofsky mistura estilos que em muito lembra o cinema psicológico de Brian de Palma (principalmente pela condição claustrofóbica em que se encontra a personagem principal) e o estilo narrativo de Roman Polanski (com lembranças que remetem a Repulsa ao sexo). E dessa mistura de sobrenaturalidade com drama existencial ele cria uma metáfora para pensarmos o papel do ser humano numa sociedade tão exigente e que cobra tanto das pessoas, dividindo-a em dois grupos desiguais: os melhores e o restante da população. Com uma câmera na mão que surpreende ao focalizar a dor, o desespero e o sacrifício que envolve uma das formas de arte mais genuínas e fantásticas da história da humanidade, o diretor realiza mais uma película audaz - o que vindo dele é praticamente clichê, vide produções fortes em seu currículo tais como Réquiem para um Sonho e o seu trabalho anterior, o visceral O Lutador -, compondo assim uma cinematografia de extremos, algo que parece agradá-lo profundamente.
Em poucas palavras, Cisne Negro é subversivo por mostrar o balé além do espetáculo, das luzes e dos aplausos de agradecimento vindos do público. É forte, indigesto em alguns momentos - o cineasta não tem medo de pesar a mão ao retratar certas psicoses e desejos da artista que desce às profundezas de sua própria alma rumo ao estrelato -, brilhante. E, provavelmente, acredito que é isso que está faltando no cinema atual: um pouco de ousadia. E não meros efeitos especiais, ousadias tecnológicas e elencos esbeltos que mais funcionam como belas paisagens, porém sem conteúdo algum. A grandeza do filme está justamente em se expor, algo que a cinematografia mundial contemporânea parece estar desaprendendo nos últimos anos (Deus queira que não!)."
Trailer do Filme:
http://www.youtube.com/watch?v=5jaI1XOB-bs
via
http://culturaexmachina.blogspot.com/
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
"Lembrar é fácil para quem tem memória"
SECÇÃO: Opinião
"Abaixo a corrupção a mentira e a falsidade! Viva a união sem ira e com verdade! por um país universal! Viva Portugal!
Como portuguesa e humana considero-me pessoa de bem; defini e caracterizei, a grande maioria dos humanos e também os portugueses como pessoas de bem.
Os portugueses são pessoas capazes. Os portugueses conseguem. Há humanos que são maiores, e há outros que são menores; Há Portugueses, com maiúscula, com raça, com a nobreza no carácter, capazes de mover montanhas e capazes de pensar todos os dias, que “ sim nos podemos” sim nós conseguimos; nós somos honestos, somos leais e verdadeiros, nas tentativas de resolução dos nossos problemas. Nós temos as soluções para os nossos problemas, e se eles continuam nós também continuamos a pensar nas soluções para esses mesmos problemas; só que infelizmente quem nos coloca os problemas na grande maioria das vezes fica no foco do nosso objectivo e acaba por ser a distracção que nos desvia da boa concentração na resolução para a solução e para a realização do nosso ideal. Somos os filhos de gema mas de raça, destemidos patriotas, e também há os filhos de gema mas da mãe, destemidos nas derrotas; são os portugueses de gema que nunca saem do ovo da galinha que os põe... Enfim galinhas essas feitas da gema de outras galinhas também e que não ajudam a melhorar ninguém... E claro que, com os ovos sem serem partidos a reprodução acontece a um tal aquecimento quase global, que nos põe a todos a ferver e com os neurónios e as hormonas às avessas, capazes de explodir ainda com relação das mágoas do passado que nos marcaram o presente difíceis de combater no nosso quotidiano e que nos deixam em desequilíbrio. Que nos deixam molhados com tanto suor... O importante é que tenhamos a coragem de o reconhecer solucionando-o de imediato, mal o consigamos.
O biorritmo, (conjunto de sensações, emoções e sentimentos que nos consomem como um combustível de um sistema importantíssimo do corpo humano como é o Sistema Nervoso Central), depende por consequência do nível entre o lado espiritual e o o nível do lado material em nossas vidas; se acontecem níveis paralelos e muito semelhantes, estamos em equilíbrio e se não acontecem entramos em desequilíbrio. Ou seja, se vivemos e se temos nas nossas vidas em valores materiais o que necessitamos, e, com os valores espirituais, sabemos repartir aquilo que não necessitamos com as pessoas certas em nosso redor entramos no equilíbrio naturalmente perfeito. Ter mais de um e menos de outro seja em que proporção é sempre prejudicial. Não ter nada ou não dar valor nenhum a nenhum dos lados, é a pobreza e a miséria final. A balança gera-se inútil, o biorritmo entra em lacuna, o desalinho acontece e quando tal sentimo-nos não pertença daquele contexto surpreendente que revolta e entristece. Viver a vida pode ter muitos significados…?
Ou seja, pode trazer óptimos resultados e ao invés pode também trazer consigo prejuízos avultados. Não podemos perder o equilíbrio por mais forte que seja o vento da tempestade; essa tempestade no peito que transforma e exercita a alma; Procurando uma maneira de ser nesse realismo que me faz viver num mundo tão meu e tão feliz. Mas, tenho medos, sou como os mortais, vou vivendo esse tempo, o tempo que a vida me permite; espelho de uma viagem que vai reflectindo e reflecte aquilo que sou, que dou, e que vou transformando. Da humanidade são as leis dos homens aquelas que alteram a natureza e a verdadeira essência das coisas e dos sentidos ou seja o real. Eu escolho e prefiro as leis do Universo e da Ciência ou seja àquelas que regem a pura e verdadeira essência da vida que nos consome. A Universalidade é preferível à Humanidade e isso podemos confirmar à vista desarmada.
Que humanidade? Onde viram os homens praticar a humanidade, viram também os vestígios da guerra e da maldade. A lixeira da traição e da falsidade que nos adoece porque cheira muito mal. A poluição da nação. Antes, enquanto se gastou o dinheiro com o supérfluo e com o que se não devia, ninguém pensava em causas humanitárias. O tanto que há para fazer em terras africanas, em defesa da universalidade, do biorritmo, do espaço, da vida, dos valores, das conquistas e dos prejuízos, da terra, da natureza e dos seres humanos.
"Lembrar é fácil para quem tem memória. Esquecer é difícil para quem tem coração."Esquecer...Esquecer...Esquecer será Sempre a melhor opção? Claro que não! Viver a vida pode ter muitos significados… Ou seja, Pode trazer óptimos resultados e ao invés pode também trazer consigo prejuízos avultados. Abaixo os Mal Intencionados! Abaixo os Conformados! Abaixo os que não se importam de ser enganados, chacoteados e roubados! ABAIXO A CORRUPÇÃO E ABAIXO A IMPUNIDADE! QUEREMOS VERDADE! QUEREMOS JUSTIÇA! QUEREMOS um País Universal! Viva Portugal!"
Manuela Pinheiro Fevereiro de 2011-02-05
(Reservado a Direitos de Autor)
"Abaixo a corrupção a mentira e a falsidade! Viva a união sem ira e com verdade! por um país universal! Viva Portugal!
Como portuguesa e humana considero-me pessoa de bem; defini e caracterizei, a grande maioria dos humanos e também os portugueses como pessoas de bem.
Os portugueses são pessoas capazes. Os portugueses conseguem. Há humanos que são maiores, e há outros que são menores; Há Portugueses, com maiúscula, com raça, com a nobreza no carácter, capazes de mover montanhas e capazes de pensar todos os dias, que “ sim nos podemos” sim nós conseguimos; nós somos honestos, somos leais e verdadeiros, nas tentativas de resolução dos nossos problemas. Nós temos as soluções para os nossos problemas, e se eles continuam nós também continuamos a pensar nas soluções para esses mesmos problemas; só que infelizmente quem nos coloca os problemas na grande maioria das vezes fica no foco do nosso objectivo e acaba por ser a distracção que nos desvia da boa concentração na resolução para a solução e para a realização do nosso ideal. Somos os filhos de gema mas de raça, destemidos patriotas, e também há os filhos de gema mas da mãe, destemidos nas derrotas; são os portugueses de gema que nunca saem do ovo da galinha que os põe... Enfim galinhas essas feitas da gema de outras galinhas também e que não ajudam a melhorar ninguém... E claro que, com os ovos sem serem partidos a reprodução acontece a um tal aquecimento quase global, que nos põe a todos a ferver e com os neurónios e as hormonas às avessas, capazes de explodir ainda com relação das mágoas do passado que nos marcaram o presente difíceis de combater no nosso quotidiano e que nos deixam em desequilíbrio. Que nos deixam molhados com tanto suor... O importante é que tenhamos a coragem de o reconhecer solucionando-o de imediato, mal o consigamos.
O biorritmo, (conjunto de sensações, emoções e sentimentos que nos consomem como um combustível de um sistema importantíssimo do corpo humano como é o Sistema Nervoso Central), depende por consequência do nível entre o lado espiritual e o o nível do lado material em nossas vidas; se acontecem níveis paralelos e muito semelhantes, estamos em equilíbrio e se não acontecem entramos em desequilíbrio. Ou seja, se vivemos e se temos nas nossas vidas em valores materiais o que necessitamos, e, com os valores espirituais, sabemos repartir aquilo que não necessitamos com as pessoas certas em nosso redor entramos no equilíbrio naturalmente perfeito. Ter mais de um e menos de outro seja em que proporção é sempre prejudicial. Não ter nada ou não dar valor nenhum a nenhum dos lados, é a pobreza e a miséria final. A balança gera-se inútil, o biorritmo entra em lacuna, o desalinho acontece e quando tal sentimo-nos não pertença daquele contexto surpreendente que revolta e entristece. Viver a vida pode ter muitos significados…?
Ou seja, pode trazer óptimos resultados e ao invés pode também trazer consigo prejuízos avultados. Não podemos perder o equilíbrio por mais forte que seja o vento da tempestade; essa tempestade no peito que transforma e exercita a alma; Procurando uma maneira de ser nesse realismo que me faz viver num mundo tão meu e tão feliz. Mas, tenho medos, sou como os mortais, vou vivendo esse tempo, o tempo que a vida me permite; espelho de uma viagem que vai reflectindo e reflecte aquilo que sou, que dou, e que vou transformando. Da humanidade são as leis dos homens aquelas que alteram a natureza e a verdadeira essência das coisas e dos sentidos ou seja o real. Eu escolho e prefiro as leis do Universo e da Ciência ou seja àquelas que regem a pura e verdadeira essência da vida que nos consome. A Universalidade é preferível à Humanidade e isso podemos confirmar à vista desarmada.
Que humanidade? Onde viram os homens praticar a humanidade, viram também os vestígios da guerra e da maldade. A lixeira da traição e da falsidade que nos adoece porque cheira muito mal. A poluição da nação. Antes, enquanto se gastou o dinheiro com o supérfluo e com o que se não devia, ninguém pensava em causas humanitárias. O tanto que há para fazer em terras africanas, em defesa da universalidade, do biorritmo, do espaço, da vida, dos valores, das conquistas e dos prejuízos, da terra, da natureza e dos seres humanos.
"Lembrar é fácil para quem tem memória. Esquecer é difícil para quem tem coração."Esquecer...Esquecer...Esquecer será Sempre a melhor opção? Claro que não! Viver a vida pode ter muitos significados… Ou seja, Pode trazer óptimos resultados e ao invés pode também trazer consigo prejuízos avultados. Abaixo os Mal Intencionados! Abaixo os Conformados! Abaixo os que não se importam de ser enganados, chacoteados e roubados! ABAIXO A CORRUPÇÃO E ABAIXO A IMPUNIDADE! QUEREMOS VERDADE! QUEREMOS JUSTIÇA! QUEREMOS um País Universal! Viva Portugal!"
Manuela Pinheiro Fevereiro de 2011-02-05
(Reservado a Direitos de Autor)
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
EM REDE
Virou moda debater-se redes sociais nas próprias redes virtuais com os seus calcanhares de Aquiles, de jornalistas, de políticos, de artistas e de gente comum… como eu (?).
Dizer bem desta teia é que parece não ser muito in. Já não vende, já não cativa, já não aproxima. Nada como uma apurada polémica quando já ninguém acredita em finais felizes, quanto mais em princípios! Adiante…
Há muito que fui desafiada para escrever sobre estas relações, e ralações, virtuais por onde deixo que os meus dedos, as minhas emoções e o meu tempo se movimentem há quase uma década. (Numa página não me vai ser fácil, nem sequer resumir!)
O que por aqui me mantém não é a máquina, são as pessoas e o que têm para me ensinar, ou melhor aquilo que me permito aprender com elas tentando não desperdiçar a minha inteligência ou a minha ética, por estes caminhos cada vez mais navegados.
Vou experimentar ser coerente (sem o ser) e materializar de forma pouco concreta e muito sucinta sobre o que nos faz ir e vir, e vir e ir.
É uma janela aberta à informação e comunicação. Aqui não há discussão possível. O que cada um faz daquilo que recebe da “virtualidade” é que pode trazer gigantes benefícios ou todos os seus avessos, se mal usados. (O que fazemos da “realidade” será muito diferente? Cá fico com as minhas preciosas dúvidas.) Mas as redes sociais vão em vantagem na velocidade com que as coisas acontecem. Ama-se à pressa. Apedreja-se devagar. E confunde-se intimidade com à vontade.
Por vezes, encontramos as redes sociais aparente e secretamente fechadas na caixa de Pandora. Os seus malefícios envolvem-se com laços. O papel de embrulho está à vista nas passerelles dos egos e dos "alteres". E nesta feira vendem-se vaidades a custo zero pelo que há sempre quem as compre! É a inveja disfarçada de incómodo. Todos querem ser especiais. E quando há quem tenha valor e seja valorizado, é a guerra aberta ao ouro do outro eu. Todos querem estar no teu lugar, ler o que tu lês, sorrir como sorris, ouvir o que tu ouves, escrever o que tu escreves, sentir o que tu sentes simplesmente pelo que és. Enquanto se observa, pensam e moldam-se, porque o que causa intrinsecamente desconforto é haver quem seja o que se tornou, pela incapacidade de conquistar o prazer do que gostaria ser.
Podemos usar a net para proveitos profissionais, ou mesmo para fins pessoais. A nós, que lhe temos acesso, foi-nos dada a liberdade de usufruto quando queremos, com quem queremos, da forma como queremos e até onde queremos. Cada um per si e que se cuide! Esqueçam o "todos por um” ou o “um por todos" (talvez se abram excepções no Farmville do Facebook, onde se oferecem de mão beijada pregos, tijolos e tábuas para a tua quinta, ou sexta, mansão). Eu cá ando precavida porque sei que o big brother, anda à espreita… malandro!
Foge-se bem à solidão e nunca se está dolorosamente só. Há sempre quem nos vigie, nos ame e nos castigue.
Nas redes sociais já encontrei amigos com quem julgava nunca mais me vir a cruzar. Já fiz novos. Já me desfiz de velhos. Já perdi uns. Já dei lugar a outros. Já me apaixonei. Já me feri. Já me ri até me engasgar. Já chorei depois de me desligar. Já partilhei. Já recebi. Já interagi com gente nova e gente muito madura, gente podre, gente rica e gente séria. Já dividi, subtrai e multipliquei-me em amizades com muito, pouco ou nenhum valor. Já dei as boas-vindas com um sorriso e as despedidas em pranto. Já me entreguei mais na escrita interactiva do que numa mesa redonda de gente bonita. Já me escondi e observei. Já me esqueci e revelei-me. Em situações limite, já me vali do deus do Control+Alt+Delete.
Já tudo. Já muito. Já pouco. Já nada.
Susana Venenno
21.03.2010
http://www.truca.pt/mulher_literal.html
© Todos os Direitos de Autor reservados
nos termos da Lei 50/2004, de 24 de Agosto
Dizer bem desta teia é que parece não ser muito in. Já não vende, já não cativa, já não aproxima. Nada como uma apurada polémica quando já ninguém acredita em finais felizes, quanto mais em princípios! Adiante…
Há muito que fui desafiada para escrever sobre estas relações, e ralações, virtuais por onde deixo que os meus dedos, as minhas emoções e o meu tempo se movimentem há quase uma década. (Numa página não me vai ser fácil, nem sequer resumir!)
O que por aqui me mantém não é a máquina, são as pessoas e o que têm para me ensinar, ou melhor aquilo que me permito aprender com elas tentando não desperdiçar a minha inteligência ou a minha ética, por estes caminhos cada vez mais navegados.
Vou experimentar ser coerente (sem o ser) e materializar de forma pouco concreta e muito sucinta sobre o que nos faz ir e vir, e vir e ir.
É uma janela aberta à informação e comunicação. Aqui não há discussão possível. O que cada um faz daquilo que recebe da “virtualidade” é que pode trazer gigantes benefícios ou todos os seus avessos, se mal usados. (O que fazemos da “realidade” será muito diferente? Cá fico com as minhas preciosas dúvidas.) Mas as redes sociais vão em vantagem na velocidade com que as coisas acontecem. Ama-se à pressa. Apedreja-se devagar. E confunde-se intimidade com à vontade.
Por vezes, encontramos as redes sociais aparente e secretamente fechadas na caixa de Pandora. Os seus malefícios envolvem-se com laços. O papel de embrulho está à vista nas passerelles dos egos e dos "alteres". E nesta feira vendem-se vaidades a custo zero pelo que há sempre quem as compre! É a inveja disfarçada de incómodo. Todos querem ser especiais. E quando há quem tenha valor e seja valorizado, é a guerra aberta ao ouro do outro eu. Todos querem estar no teu lugar, ler o que tu lês, sorrir como sorris, ouvir o que tu ouves, escrever o que tu escreves, sentir o que tu sentes simplesmente pelo que és. Enquanto se observa, pensam e moldam-se, porque o que causa intrinsecamente desconforto é haver quem seja o que se tornou, pela incapacidade de conquistar o prazer do que gostaria ser.
Podemos usar a net para proveitos profissionais, ou mesmo para fins pessoais. A nós, que lhe temos acesso, foi-nos dada a liberdade de usufruto quando queremos, com quem queremos, da forma como queremos e até onde queremos. Cada um per si e que se cuide! Esqueçam o "todos por um” ou o “um por todos" (talvez se abram excepções no Farmville do Facebook, onde se oferecem de mão beijada pregos, tijolos e tábuas para a tua quinta, ou sexta, mansão). Eu cá ando precavida porque sei que o big brother, anda à espreita… malandro!
Foge-se bem à solidão e nunca se está dolorosamente só. Há sempre quem nos vigie, nos ame e nos castigue.
Nas redes sociais já encontrei amigos com quem julgava nunca mais me vir a cruzar. Já fiz novos. Já me desfiz de velhos. Já perdi uns. Já dei lugar a outros. Já me apaixonei. Já me feri. Já me ri até me engasgar. Já chorei depois de me desligar. Já partilhei. Já recebi. Já interagi com gente nova e gente muito madura, gente podre, gente rica e gente séria. Já dividi, subtrai e multipliquei-me em amizades com muito, pouco ou nenhum valor. Já dei as boas-vindas com um sorriso e as despedidas em pranto. Já me entreguei mais na escrita interactiva do que numa mesa redonda de gente bonita. Já me escondi e observei. Já me esqueci e revelei-me. Em situações limite, já me vali do deus do Control+Alt+Delete.
Já tudo. Já muito. Já pouco. Já nada.
Susana Venenno
21.03.2010
http://www.truca.pt/mulher_literal.html
© Todos os Direitos de Autor reservados
nos termos da Lei 50/2004, de 24 de Agosto
sábado, 29 de janeiro de 2011
Descoberta vinícola de seis mil anos
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
inventámos os gatos
(...) ela e um cão que não lhe pertencia na plataforma deserta, os cães ao contrário dos gatos existem, rondam a gente, para quê inventar gatos se nos desprezam sempre, somem-se nas pálpebras e depois as pálpebras somem-se na dobra de si mesmas, claro que os inventámos, nunca foram, não são, a dona Irene convencida de morar com um gato (...)
in sôbolos rios que vão
[Lobo Antunes, o senhor Antunes ou o Antoninho]
via
http://www.oplanetadapiquenina.blogspot.com/
Subscrever:
Mensagens (Atom)