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sábado, 6 de abril de 2013

This Time the Dream's on Me

“[…] as mães são assim; nunca se convencem que têm em casa meninos grãos-de-milho.
[…]
Era mais fácil desenterrar um pote de libras do que descobrir um homem bom e de grande coração. […] e começou a procurar tesouros sem ser nos livros. […]... Mas ninguém era um tesouro verdadeiro. «Talvez tenha de ir mais longe para achar tesouros desses. Talvez à Índia ou ao Brasil!» E pôs-se a caminho. […] Dedicou toda a sua vida a essa tarefa, mas tinha a impressão de que não avançava um passo, nem mesmo um passo dum menino grão-de-milho. O mundo continua à espera dos tesouros que ninguém é capaz de descobrir e que ninguém pode comprar. Mas vai-se vivendo, umas vezes bem, outras vezes mal, ou assim-assim.” Agustina Bessa-Luís, Contos Amarantinos
http://www.youtube.com/watch?v=-o159yslixg&feature=share&list=PL844C5497CCC15839

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Filosofia Radical

Filosofia Radical é uma revista britânica de filosofia socialista e feminista. A revista aparece seis vezes por ano e as características principais artigos acadêmicos, comentários, notícias e uma grande e diversificada seção de comentários.




http://www.radicalphilosophy.com/

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

A Mensagem de Silo

A Mensagem de Silo

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Antoine De Saint-Exupéry

O Pequeno Principe- Antoine De Saint-Exupéry

segunda-feira, 11 de julho de 2011

A Doutrina Do Choque

A Doutrina Do Choque



http://pt.scribd.com/doc/56440047/A-Doutrina-Do-Choque

sábado, 14 de maio de 2011

O Amor é ...

Miguel Esteves Cardoso - O Amor E Fodido - PT

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Ernest Hemingway

"While they lived through the same time period, William Faulkner and Ernest Hemingway are two very different writers. Even to the simplest part of writing they're different. Faulkner writes many long sentences while Hemingway writes mainly short ones. Faulkner uses many words to weave an intricate picture in the reader's head of what is going on, and Hemingway uses many monosyllabic words to create a seemingly simple story. Also, Faulkner embeds a lot of emotion in his writing unlike Hemingway, who seems to write without emotion. However, both writers write about what can be considered universal truths. They simply convey them in different ways. Faulkner writes in a way that uses a lot of words, while adding in these universal truths. Hemingway, on the other hand, writes in a deceptively simple manner. He writes in the manner of an iceberg, very little of the meaning is easily seen."

http://photography.evosia.com/

terça-feira, 19 de abril de 2011

VALORES

Desporto

Core Values
Stuart McGill, a professor of spine biomechanics at the University of Waterloo in Canada, demonstrates a few core exercises that emphasize all the major muscles that support the spine.

http://video.nytimes.com/video/2009/06/17/magazine/1194841000095/core-values.html

http://www.nytimes.com/2011/04/19/science/19brain.html?ref=science

sexta-feira, 15 de abril de 2011

...no terceiro minuto a partir do crepúsculo

o mar a enrolar


O CHEIRO DAS ONDAS NO INSTANTE EM QUE O AR É MAIS FRIO DO QUE A ÁGUA

Normalmente é no terceiro minuto a partir do crepúsculo que o ar da praia é mais frio do que a água . Não no segundo nem no quarto: no terceiro e durante onze segundos, o que requer discernimento, atenção e paciência. O melhor é encostarmo-nos à muralha, de queixo na palma, vigiar as gaivotas, dar fé da mudança de cor no horizonte e nisto, mal o terceiro minuto começa, tira-se a palma do queixo para que o ar poise nela e aí está: pega-se no ar da praia, mete-se no bolso e leva-se para casa sem deixar entornar. Tem que se utilizar logo visto que no dia seguinte, a partir das dez, já o ar aqueceu. Puxa-se com cuidado do bolso e respira-se devagarinho.

Sou feito de cardos e há palavras que deixei secar em mim ou a vida secou. Claro que vou escrevendo, vou respirando, até me acontece, às vezes, orvalhar-me. Mas escondo. Dantes fechava-me à chave na casa de banho para não ver o meu desespero. Depois abria a porta e saía a assobiar. Há alturas em que assobiar custa imenso. Fazia um esforço e conseguia, sem que ninguém notasse, uma revoada tímida de lágrimas. Podiam ser melros ou pombos ou assim, mas eram lágrimas. As lágrimas também podem fazer ninho nas árvores ou nas empenas dos telhados. Tenham paciência não falem comigo agora.

Que indignidade eu ter sido feliz, eu ser às vezes feliz. De modo que fico por ali um bocado, por acanhamento, por delicadeza e vou-me embora. Há-de chegar um dia em que não me irei embora. Tu, que não conheço ainda, ou imagino que não conheço, ajuda-me a ficar. Ocupo pouco espaço, quase não faço barulho, nunca grito, não incomodo ninguém. Leva-me contigo e ajuda-me a ficar. Tenho a ternura simples mas aos nós. Como as tuas unhas são mais compridas do que as minhas desata-me isto tudo.

É bom nascer no instante em que o ar é mais frio do que a água. Trouxe-o aqui no bolso para ti. Há-de haver, nalgum sítio, a minha última casa… no terceiro minuto a partir do crepúsculo, não nem no segundo nem no quarto, a inventar uma flor. Se não te importas conta-me uma história em que as pessoas casem no fim.


- António Lobo Antunes -

cores do meu pais- primavera

sábado, 2 de abril de 2011

Three little birds





"Qual o meridiano que separa a boa onda da insensatez? É possível desenhar uma linha do equador nas nossas vidas, separando a positividade da alienação? Visitar Portugal neste momento traz essas e outras questões. Há tanto amargor que é natural o azedume que ensombra até as conversas mais leves.

Falso turista nessa que é (também) a minha terra, faço ouvidos moucos no intuito de equilibrar o humor dos meus amigos, tentando oferecer good vibes como ramos de alecrim. Nem sempre funciona, o que me deixa duplamente culpado. Por um lado, não tenho como tirar a razão de quem desespera ao perceber que, no circo que se armou à nossa volta, sobrou apenas o papel de carne para leão; por outro, a minha boa disposição é limitada: uma só andorinha não faz a Primavera.

Mas, como ela, a Primavera, insiste em aparecer lá fora, suponho que há outras andorinhas voando por aí nesse céu de azul tão único que temos. E é para elas, andorinhas teimosas, que fazem de trazer o bom tempo um propósito de vida, que escrevo algumas frases soltas para ajudar na tarefa.

Amigos meus, acreditem que é possível achar algo ou alguém em quem valha a pena acreditar. Duvidar, como todos os bons remédios, só funciona na dose certa. Não permitam que o cinismo entre nas vossas correntes sanguíneas de uma forma nociva. Se isso ocorrer, sugiro alguns antídotos: sardinhadas à beira do rio, abraços de filhos ou amigos, beijos da pessoa amada e muita poesia. Parafraseando um poeta, é preferível morrer de rimas do que de tédio. Aliás, não morram. Nem na vida, nem na praia. Tomem pulso da própria história. Cobrem. Sejam exigentes. Ser romântico não implica ser bobo. Apenas não deixem de sonhar (seja lá o que for; sonhar ainda não paga impostos). A desesperança é como Marte, um planeta impossível de se habitar. Eu sei que é difícil de fazer isso de bolso vazio. Mas a tarefa torna-se mais suportável se mantiverem o coração cheio. Prefiro continuar a imaginar que, no fim, tudo faz sentido. E que, se não faz sentido, é porque não chegou ao fim. Ou como diz o meu Tio Olavo: "Se não houver fruto, valeu a tentativa da flor. Se não houver flor, valeu a existência da árvore. Se não houver árvore, valeu a intenção da semente."

Andorinhas teimosas, agora é hora de ir. Atravessem nuvens, janelas, mentes, ouvidos. A vossa missão (a minha missão) não é esgrimir argumentos lógicos e técnicos, não é ter razão, não é ganhar debates, é sim fazer alguma Primavera (mesmo que ínfima) no Inverno dos cépticos. Eles podem até não saber disso, mas estão bem a precisar."

Edson Atayde
Partilhas da semana



Photoplanet

Mais do que um viajante, mais do que um fotógrafo. Um tipo deu a volta ao planeta, tirou 2 mil fotos e fez um belo vídeo. (No YouTube: “Around the world in 2000 pictures”)



Dogboarding Acha que andar de skate é difícil? E se a prancha fosse um cãozinho? Veja a resposta num vídeo para lá de divertido. (No YouTube: “Dogboarding”)



Que chata! Bem, às vezes a Terra fica chata. E o pior, cientistas conseguiram provar que ela não é redonda. (No YouTube: “GOCE Geoid”)

terça-feira, 29 de março de 2011

"Momento Musical"

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgxwF7s-UbcE88QDeuNtI4pk7nfDof46qHLFzGTGQHkYEewrAwuIf0N5JgP9ndaAjWKMEQ3ZaR4Rjlhz4B6h07M3rljE8to07AgfFbgwVmOrKcQEy2gUdm66U87ZxvXjqQ4gYmGklTHDwwJ/s1600/os+musicos+de+bremen+-+est%25C3%25A1tua.jpg Os Músicos de Brêmen Os Saltimbancos (Fábula Musical inspirada em "Os Músicos de Brêmen") "Os Músicos de Brêmen", resgatado da tradição oral germânica pelos Irmãos Grimm, no inicio do século XIX, pertence ao acervo narrativo que, criado na Idade Média, com o tempo passou a constituir a tradição popular ou folclórica do Ocidente, em cujo âmbito surgiu a Literatura Infantil Clássica. Em 1951, em homenagem ao Conto, foi erguida uma estátua de bronze, de 2 metros de altura, ao lado da Câmara Municipal em Brêmen. Nesta fábula, os animais, um Burro, um Cão, um Gato e um Galo, representam as diferentes classes do povo. Seus donos os Regentes Feudais desse tempo. Brêmen, uma cidade livre onde não existia feudalismo, era o local natural para se viver sem Amos. Na história, esses animais, após não servirem mais para as tarefas de trabalho, maltratados e abandonados pelos seus empregadores, decidem, cada qual, ir para Brêmen, uma cidade onde conhecem a Liberdade. Uma vida em plenitude, aqui representada pela Música e pelo Canto. Os Músicos de Brêmen. Recontado por Edgard Romanelli. Pedro Ernesto Luna il. Coleção Clássicos Infantis. Moderna. 1996. Os Músicos de Brêmen. Irmãos Grimm au. Coleção Contos de Grimm. Ática. 1998. Os Saltimbancos: Fábula musical inspirada em Os Músicos de Brêmen dos irmãos Grimm. Texto original Sergio Bardotti. Música Luiz Henriquez Bacalov. Tradução e adaptação Chico Buarque. Ilustrações Ziraldo. José Olympio. 2007. via http://veraeideias.blogspot.com/

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Apenas um artigo de opinião... Será?

(Aqui fica o famoso artigo.) "Acho parvo o refrão da música dos Deolinda que diz «Eu fico a pensar, que mundo tão parvo, onde para ser escravo é preciso estudar». Porque se estudaram e são escravos, são parvos de facto. Parvos porque gastaram o dinheiro dos pais e o dos nossos impostos a estudar para não aprender nada.

Já que aprender, e aprender a um nível de ensino superior para mais, significa estar apto a reconhecer e a aproveitar os desafios e a ser capaz de dar a volta à vida.

Felizmente, os números indicam que a maioria dos licenciados não tem vontade nenhuma de andar por aí a cantarolar esta música, pela simples razão de que ganham duas vezes mais do que a média, e 80% mais do que quem tem o ensino secundário ou um curso profissional.

É claro que os jovens tiveram azar no momento em que chegaram à idade do primeiro emprego. Mas o que cantariam os pais que foram para a guerra do Ultramar na idade deles? A verdade é que a crise afecta-nos a todos e não foi inventada «para os tramar», como egocentricamente podem julgar, por isso deixem lá o papel de vítimas, que não leva a lado nenhum.

Só falta imaginarem que os recibos verdes e os contratos a termo foram criados especificamente para os escravizar, e não resultam do caos económico com que as empresas se debatem e de leis de trabalho que se viraram contra os trabalhadores.

Empolgados com o novo ‘hino’, agora propõem manifestar-se na rua, com o propósito de ‘dizer basta’. Parecem não perceber que só há uma maneira de dizer basta: passando activamente a ser parte da solução. Acreditem que estamos à espera que apliquem o que aprenderam para encontrar a saída. Bem precisamos dela."

artigo publicado em
http://www.destak.pt/


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‎"Não consegui deixar de responder... então, enviei o seguinte e-mail à "parva":

"Cara Isabel Stilwell,

"Antes de mais espero que este a-mail a encontre bem, se é que algum dia chegará aos seus olhos. Espero que sim!
Custa-me acreditar que alguém com o seu nível possa sequer pensar em fazer um artigo com este título e teor (o artigo encontra-se transcrito abaixo). É ridícula a forma como pensa e a falta de informação que pelos vistos tem, porque a demonstra, nos assuntos por si abordados no mesmo.

Primeiro de tudo, vou-me identificar e situá-la um pouco, para que possa ter uma noção do porquê desta minha reacção ao seu artigo. O meu nome é Gonçalo Morgado Marques, tenho 25 anos e sou formado em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade Lusíada (sim, uma universidade privada! Que parvo que sou por gastar tanto dinheiro em estudos!). Trabalho desde os meus 15 anos, logo já conto com 10 anos de trabalho e respectivos descontos. Habituado a fazer a vida sem depender de ninguém, cedo me apercebi que era realmente importante ingressar numa formação superior, tentando assim, com o tempo, melhorar a minha condição de vida. Com grande sacrifício pessoal e também dos meus pais, consegui fazer o curso de direito e terminá-lo nos 5 anos (duração do curso). Digo sacrifício porque ao longo de todo o meu curso não fui só um estudante, fui também um trabalhador por conta de outrem! Se não tem noção, digo-lhe já que não é tarefa nada fácil e pouco ou nada compensadora para quem aufere 750€/mês (o que já é muito bom!). Tal não é o meu espanto que quando acabo o curso e sou obrigado a fazer um estágio profissional de 2 anos (inerente à profissão de advogado em que pretendia ingressar) e me dizem que não existe nenhuma obrigatoriedade de pagamento de tal estágio, ou seja, seria um escravo (é essa a definição que tenho). Tentei vários escritórios de advogados e havia sim os que realmente pagavam aos seus estagiários (cerca de 5%), mas as funções eram sempre as mesmas e pouco ou mesmo nada se aprendia (o estágio serve para isso mesmo, aprender!). Optei por um escritório de advogados mais pequeno em que pudesse realmente aprender qualquer coisa, mas tal como 95% dos escritórios em que fiz entrevistas, este não pagava aos estagiários. TORNEI-ME UM ESCRAVO! Ou melhor, PIOR QUE UM ESCRAVO pois pagava para trabalhar (despesas de transporte, alimentação, telemóvel, entre outras). E no meio disto tudo, como pagava essas despesas!? Com outro trabalho, que me pagava e em que tinha funções que V. Excia certamente considera “inferiores”. Ou seja, para me sustentar e sustentar o meu estágio fui forçado a ter dois Trabalhos (muita gente diria empregos, mas eu digo TRABALHO!). Certo e sabido que a energia e o ânimo para manter esta situação foi-se desvanecendo, tornando-se a mesma, com o tempo, impraticável! Tomei uma decisão, abdiquei dos meus sonhos e EMIGREI! Hoje, estou a viver em Maputo, Moçambique, trabalho num escritório de Advogados conceituado, em que sou Consultor Senior (imagine-se em Portugal ser senior com 25 anos, IMPENSÁVEL!). Tenho a minha vida de novo nos carris e não tenciono sair daqui..."
‎"Mas eu não estou a responder a este seu artigo para falar de mim, agora que já a situei, posso passar à minha crítica às barbaridades (peço desculpa, mas não encontro outro nome para definir) que escreveu neste artigo.
Sempre me disseram q...ue para criticarmos alguém devemos primeiro colocar-nos nos sapatos dessa pessoa. Experimentou colocar-se nos sapatos de um comum jovem português? Digo comum, referindo-me aqueles, que tal como eu, não têm pais influentes que conseguem “cunhas” e “tachos” para os filhos! Não encare isto como uma crítica a esses jovens, porque não é.. nessa posição faria talvez o mesmo... Agora coloque-se nos sapatos de um jovem comum, recém licenciado, que
procura desesperadamente o primeiro emprego e tudo o que lhe oferecem são estágios de curta duração que nem remunerados são. Não pensaria na mesma linha que a Ana Bacalhau (vocalista dos Deolinda)? Eu acho que sim! E mesmo aceitando essa proposta, na esperança de: “eu vou provar as minhas capacidades e irei ficar nesta empresa”, essa esperança irá, na GRANDE maioria dos casos, sair frustada. Pois qualquer empresa prefere contratar mais um “parvo” (como refere) que irá preencher aquele lugar e a quem não terá de dar boas condições, nem mesmo pagar
o que quer que seja. Já se colocou nestes sapatos?

Como directora de um meio de comunicação era inteligente da sua parte informar-se sobre os assuntos sobre os quais escreve. Sabia que em termos proporcionais, são mais os desempregados com Formação superior do que aqueles que não a têm!? Ainda acha “parvo” o refrão da música dos Deolinda? Explique-me por favor o que se aprende num curso superior que nos possa fazer dar a volta a esta situação! Como, com o que aprendemos, podemos dar a volta à precariedade laboral, à ganância de gestores e empresas, à ganância política, ao aproveitamento de quem precisa e ao “desumanismo”. Ainda digo mais, vá para uma faculdade de hoje e, SEJA ELA QUAL FOR, veja se ainda mantém esta definição de ensino superior, face à realidade que hoje se vive.. Parva é esta sua frase: “aprender a um nível de ensino superior para mais, significa estar apto a reconhecer e a aproveitar os desafios e a ser capaz de dar a volta à vida”. Acho que não está totalmente ciente da realidade social dos dias de hoje nem àquilo que se passa à sua volta... Talvez tenha ficado perdida num dos seus romances históricos sobre raínhas e princesas.... OLHE À SUA VOLTA!!!

No seu “parvo” artigo, refere que 80% dos licenciados ganham duas vezes mais do que a média (comparando com aqueles que não têm licenciatura ou formação superior). Não duvido! Mas isso aplica-se aos licenciados que realmente têm um trabalho!!! Quando se faz um comentário destes deve-se ver “a coisa” por várias perspectivas e não só por aquela que mais nos convém! É “parvo” pensar e actuar assim! É ÓBVIO que a crise afecta-nos a todos e nós não somos as vítimas exclusivas! Mas tal como todos, temos o direito a demonstrar a nossa insatisfação! Não somos vítimas! Não somos os “Coitadinhos”... Mas como sabe, e certamente melhor que eu, é difícil um jovem ser ouvido, respeitado e entendido, porque pessoas como V. Excia têm ideias pré-concebidas e pouca ou nenhuma atenção dão. PARA SE APRESENTAREM SOLUÇÕES É PRECISO QUE QUEM AS TENHA SEJA OUVIDO! Não quer soluções? Não acha que deviam partir de nós (jovens)!? então oiçam-nos!! Estão à espera que apliquemos o que aprendemos!? Como? Para isso é preciso dar oportunidade aos jovens!! Onde está essa oportunidade? No trabalho precário? No trabalho escravo!? No trabalho a recibos verdes!? Essas coisas não foram criadas para nos escravizar, mas somos nós enquanto jovens que estamos a pagar por anos e anos de má gestão das gerações anteriores. Detesto generalizações e normalmente não as faço, mas como as fez, vou seguir a sua linha de raciocínio! Se estamos nesta situação a culpa é de quem!? Nossa!? Não me vai dizer que é da economia mundial!? Também é, é um facto, mas então e os anos de má gestão por parte dos políticos que pessoas da sua idade ajudaram a eleger? Então e se não estão contentes com a situação porque não se fazem ouvir? O nosso problema enquanto jovens é a vossa herança, são os problemas que vocês e mais ninguém ajudaram a criar! Ponha-se no “nosso” lugar de “parvos” e verá a sua atitude a mudar um pouco!

Esta resposta não tenta proteger aqueles jovens que pouca ambição e vontade têm, que os há! Mas sim defender aqueles, que como eu se sentiram ofendidos com aquilo que escreve.

Por isso, e em modo de conclusão, a única “parva” aqui, já ficou definida e dá pelo nome de Isabel Stilwell. Espanta-me que ainda esteja como directora do Destak e não como Directora de um Jornal Expresso, ou diria mesmo de algum conhecido jornal internacional! Ahhh, caso não tenha percebido, estou a ser irónico! Ponha um “parvo” (leia-se jovem) no seu lugar e verá que ele fará certamente um melhor trabalho ou, no mínimo, irá abster-se de escrever artigos de opinião “parvos”!

Lanço aqui um desafio. Vá para a rua nesse dia e fale com os “parvos”... verá que não são todos tão parvos como a Sra."

Os Melhores Cumprimentos,

GMM

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

EM REDE

Virou moda debater-se redes sociais nas próprias redes virtuais com os seus calcanhares de Aquiles, de jornalistas, de políticos, de artistas e de gente comum… como eu (?).

Dizer bem desta teia é que parece não ser muito in. Já não vende, já não cativa, já não aproxima. Nada como uma apurada polémica quando já ninguém acredita em finais felizes, quanto mais em princípios! Adiante…

Há muito que fui desafiada para escrever sobre estas relações, e ralações, virtuais por onde deixo que os meus dedos, as minhas emoções e o meu tempo se movimentem há quase uma década. (Numa página não me vai ser fácil, nem sequer resumir!)

O que por aqui me mantém não é a máquina, são as pessoas e o que têm para me ensinar, ou melhor aquilo que me permito aprender com elas tentando não desperdiçar a minha inteligência ou a minha ética, por estes caminhos cada vez mais navegados.

Vou experimentar ser coerente (sem o ser) e materializar de forma pouco concreta e muito sucinta sobre o que nos faz ir e vir, e vir e ir.

É uma janela aberta à informação e comunicação. Aqui não há discussão possível. O que cada um faz daquilo que recebe da “virtualidade” é que pode trazer gigantes benefícios ou todos os seus avessos, se mal usados. (O que fazemos da “realidade” será muito diferente? Cá fico com as minhas preciosas dúvidas.) Mas as redes sociais vão em vantagem na velocidade com que as coisas acontecem. Ama-se à pressa. Apedreja-se devagar. E confunde-se intimidade com à vontade.

Por vezes, encontramos as redes sociais aparente e secretamente fechadas na caixa de Pandora. Os seus malefícios envolvem-se com laços. O papel de embrulho está à vista nas passerelles dos egos e dos "alteres". E nesta feira vendem-se vaidades a custo zero pelo que há sempre quem as compre! É a inveja disfarçada de incómodo. Todos querem ser especiais. E quando há quem tenha valor e seja valorizado, é a guerra aberta ao ouro do outro eu. Todos querem estar no teu lugar, ler o que tu lês, sorrir como sorris, ouvir o que tu ouves, escrever o que tu escreves, sentir o que tu sentes simplesmente pelo que és. Enquanto se observa, pensam e moldam-se, porque o que causa intrinsecamente desconforto é haver quem seja o que se tornou, pela incapacidade de conquistar o prazer do que gostaria ser.

Podemos usar a net para proveitos profissionais, ou mesmo para fins pessoais. A nós, que lhe temos acesso, foi-nos dada a liberdade de usufruto quando queremos, com quem queremos, da forma como queremos e até onde queremos. Cada um per si e que se cuide! Esqueçam o "todos por um” ou o “um por todos" (talvez se abram excepções no Farmville do Facebook, onde se oferecem de mão beijada pregos, tijolos e tábuas para a tua quinta, ou sexta, mansão). Eu cá ando precavida porque sei que o big brother, anda à espreita… malandro!

Foge-se bem à solidão e nunca se está dolorosamente só. Há sempre quem nos vigie, nos ame e nos castigue.

Nas redes sociais já encontrei amigos com quem julgava nunca mais me vir a cruzar. Já fiz novos. Já me desfiz de velhos. Já perdi uns. Já dei lugar a outros. Já me apaixonei. Já me feri. Já me ri até me engasgar. Já chorei depois de me desligar. Já partilhei. Já recebi. Já interagi com gente nova e gente muito madura, gente podre, gente rica e gente séria. Já dividi, subtrai e multipliquei-me em amizades com muito, pouco ou nenhum valor. Já dei as boas-vindas com um sorriso e as despedidas em pranto. Já me entreguei mais na escrita interactiva do que numa mesa redonda de gente bonita. Já me escondi e observei. Já me esqueci e revelei-me. Em situações limite, já me vali do deus do Control+Alt+Delete.



Já tudo. Já muito. Já pouco. Já nada.


Susana Venenno

21.03.2010

http://www.truca.pt/mulher_literal.html
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